terça-feira, 21 de abril de 2009

Medicamentos

A busca pelo menor valor
Os brasileiros buscam alternativas para driblar o alto custo das medicações. Em abril deste ano, houve aumento em cerca de 21 mil medicamentos. Se o consumidor não fizer uma pesquisa antes de comprar, corre o risco de pagar mais caro. De acordo com um levantamento feito pelo Conselho Regional de Farmácias (CRF) da Bahia, o mesmo medicamento produzido por laboratórios diferentes pode apresentar uma enorme diferença de preço, até em farmácias na mesma localidade, chegando a 202,46%.
Para enfrentar esses valores, a opção do consumidor, além dos genéricos, é procurar as farmácias que oferecem descontos, entre 5% e 40%. Já os hospitais públicos que distribuem os medicamentos controlados, através do Serviço Único de Saúde (SUS), costumam trabalhar com a maioria dos remédios mais caros. No entanto, nem sempre os pacientes encontram os medicamentos.
O dado divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revela que o brasileiro gasta, em média, 10,1% do seu orçamento com saúde. A população sente no bolso o que os índices econômicos e as pesquisas comprovam com números. Por isso, os remédios genéricos, cuja característica principal é ser fiel ao medicamento de referência, vêm tendo prioridade nas vendas. Neles, é usado o mesmo procedimento para legalização, aplicado a todos os outros medicamentos postos à venda. Com preços mais acessíveis, recebem também a aprovação dos profissionais de saúde, tanto pelo preço quanto pela eficácia nos tratamentos.
Os medicamentos de referência são aqueles que estão bastante tempo no mercado e possuem uma marca comercial conhecida. O genérico contém o mesmo princípio ativo, igual concentração, via de administração, posologia, indicação terapêutica e a mesma segurança, sendo mais barato. O preço mais baixo se deve ao fato de que os fabricantes dos genéricos não precisam investir em pesquisas, pois as formulações já foram definidas pelos medicamentos de referência e não há uma marca a ser divulgada, evitando a necessidade de grandes investimentos em marketing.
Diego Suzart

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